“Quem não quiser fazer, cai fora”, diz Lula ao prometer fiscalizar de perto as entregas do próximo mandato
Presidente reeleito falou em reunião do Conselho Nacional de Política Energética, que aprovou 18 diretrizes para a transição dos combustíveis fósseis.

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (6) que vai acompanhar pessoalmente o cumprimento das entregas do governo no próximo mandato e mandou um recado à equipe: “Quem não quiser fazer, cai fora, porque o Brasil não pode esperar”.
A declaração foi dada no fim de uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética, em Brasília. Lula disse que, além da Casa Civil, ele próprio vai atuar como fiscal de cada medida aprovada. “Aprovou uma, eu quero saber a data de entrega, quero saber quanto tempo”, afirmou.
Durante o encontro, o presidente falou sobre os planos para o setor de energia nos próximos anos e relembrou descobertas feitas em seus governos, como o pré-sal e a Margem Equatorial. Ele também mencionou a criação de um conselho para minerais críticos e terras raras e disse que a meta é transformar o Brasil em uma potência econômica sem depender da China ou dos Estados Unidos.
Na reunião, o conselho aprovou 18 diretrizes para orientar a transição do país rumo ao fim do uso de combustíveis fósseis. Entre elas estão a transição justa como motor de desenvolvimento, as metas climáticas nacionais e os compromissos internacionais, a participação social, a transparência e a segurança energética.
A resolução também cria um grupo de trabalho interministerial, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, com a participação da Casa Civil, do Ministério da Fazenda e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A meta é concluir o mapa da transição até a COP32, que será realizada na Indonésia.
A fala de Lula ocorre no momento em que o governo discute a montagem da equipe e as prioridades para o novo mandato, que começa em janeiro.




