“Não precisa mandar 500 notificações”: alertas em série irritam BH, e Defesa Civil se explica
Moradores reclamaram nas redes dos avisos seguidos na noite de segunda (2); órgão diz que alerta por regional orienta também quem circula pela cidade.

A sequência de alertas de chuva enviada pela Defesa Civil de Belo Horizonte na noite de segunda-feira (2) virou assunto nas redes sociais. As mensagens, direcionadas a diferentes regionais, tocaram em celulares de toda a capital, e muitos moradores reclamaram da quantidade de avisos, inclusive sobre regiões onde não moram.
Nas redes, houve queixas e também brincadeiras. Um usuário escreveu que já sabia da chuva forte e que o órgão não precisava mandar “500 notificações”. Outros ironizaram o fato de receber aviso sobre enxurradas no Barreiro estando na zona Norte. Em uma publicação de humor, um morador contou que recebeu alertas de várias regionais, enquanto o granizo caía na região onde mora, a Nordeste.
Depois da repercussão, a Defesa Civil reforçou a necessidade dos alertas por regional. Segundo o órgão, os avisos antecipam cenários de risco com base em monitoramento meteorológico feito 24 horas por dia. Temporais, granizo, rajadas de vento e chuvas intensas podem atingir determinadas áreas da cidade sem afetar outras com a mesma força.
“Nosso principal objetivo é antecipar informações, permitir que a população adote medidas de autoproteção e, acima de tudo, preservar vidas”, afirmou o subsecretário de Proteção e Defesa Civil de Belo Horizonte, Elcione Menezes. Ele explicou que a orientação é voltada não apenas a quem mora nas áreas sob risco, mas também a quem circula pela capital.
O órgão cita o exemplo do motorista que sai de um lugar com tempo firme e recebe o aviso de tempestade na região de destino. Com a informação, ele pode adiar a viagem ou escolher caminhos livres de vias sujeitas a inundações e enxurradas.
As notificações são enviadas pelo sistema federal Defesa Civil Alerta, com a tecnologia Cell Broadcast, que alcança aparelhos compatíveis sem necessidade de cadastro. A emissão é feita com base em ameaças detectadas e não depende de registro anterior de desastres.




