Após derrota nas eleições de meio de mandato, Trump nomeia o linha-dura Stephen Miller chefe de gabinete
Miller, mentor das políticas duras de imigração, substitui Susie Wiles e assume o cargo mais poderoso da Casa Branca.

Depois da derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato de terça-feira (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a dizer que estaria disposto a trabalhar com os democratas, que passaram a controlar o Congresso. Na sexta-feira (6), porém, ele nomeou Stephen Miller, um de seus aliados mais combativos, como novo chefe de gabinete da Casa Branca.
Miller substitui Susie Wiles no posto. A escolha é vista por analistas como um sinal de que Trump se prepara para um período de confronto político, e não de conciliação com o novo Congresso.
O chefe de gabinete é considerado um dos cargos mais poderosos de Washington: controla o acesso ao presidente, define a agenda da Casa Branca e conduz as negociações com o Congresso e outros grupos políticos.
“Stephen Miller está comigo desde o início”, disse Trump a jornalistas depois de anunciar a mudança em sua rede social, a Truth Social. “Ele entende a situação.” Miller afirmou nas redes que estava “imensamente honrado” e que a missão agora é lutar com todas as forças para apoiar o presidente.
Conselheiro de longa data de Trump, Miller é conhecido por ser o principal articulador das políticas de imigração mais duras do governo, que incluíram o aumento de recursos para operações de fiscalização em todo o país. Ele também se envolveu em polêmicas com declarações sobre ações de agentes federais.
Com os democratas no comando do Congresso, a expectativa é de embates mais frequentes entre a Casa Branca e o Legislativo nos próximos dois anos, especialmente em temas como imigração, orçamento e investigações sobre o governo.




