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Comércio

Lojista: famílias de BH evitam compras caras, e 55,8% dizem comprar menos do que há um ano

Intenção de consumo sobe para 86,7 pontos em outubro, mas segue abaixo do nível de satisfação, aponta análise da Fecomércio MG.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 10:21Fonte: Fecomércio MG
Foto: Foto: Divulgação/Fecomércio MG

A intenção de consumo das famílias de Belo Horizonte melhorou pouco em outubro e ainda está longe de um patamar considerado satisfatório. O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Confederação Nacional do Comércio e analisado pela Fecomércio MG, chegou a 86,7 pontos, 0,3 ponto a mais que em setembro. Resultados abaixo de 100 indicam insatisfação com emprego, renda e capacidade de consumo.

Para quem vende, o dado mais importante está no consumo atual. O subíndice recuou 1,9 ponto no mês e ficou em 62,7 pontos. Dos entrevistados, 55,8% contam que estão comprando menos do que há um ano, contra apenas 18,5% que dizem comprar mais.

Emprego e renda seguem acima da linha de satisfação. O emprego atual marcou 103,6 pontos, recuo de 1,7 ponto no mês, mas alta de 8,6 pontos em relação a outubro de 2025. A renda atual ficou em 103,5 pontos, com avanço anual de 9,1 pontos.

As expectativas profissionais continuam baixas, em 84,5 pontos, apesar da alta de 2,9 pontos. Mais da metade das famílias, 54,8%, não espera melhora nos próximos seis meses. Entre quem ganha até dez salários mínimos, essa parcela chega a 56,6%. Já entre os que recebem mais que isso, 47% esperam avanços.

O acesso ao crédito subiu 2,2 pontos no mês e 7,1 pontos em um ano, chegando a 94,9 pontos. Ainda assim, 35,6% afirmam que ficou mais difícil conseguir empréstimo ou comprar a prazo, enquanto 30,5% veem mais facilidade.

Segundo a economista da Fecomércio MG Gabriela Martins, o consumidor pode perceber melhora na renda ou no emprego e, mesmo assim, continuar na defensiva, porque crédito, custo das compras e orçamento familiar pesam diretamente na decisão de comprar, especialmente em itens de maior valor.

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