Justiça adia decisão sobre pedido de anulação da eleição da Câmara e dá prazo para Glayson Jhonny se manifesta

Juíza quer ouvir a Câmara antes de decidir sobre a suspensão da eleição.
A eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal para o biênio 2027/2028 continua sendo discutida na Justiça. Em decisão assinada no sábado (31), a juíza Veruska Rocha adiou a análise do pedido de suspensão da votação que reconduziu Glayson Jhonny à presidência do Legislativo.
O pedido foi apresentado pelo vereador Ivo Melo, que disputou a presidência da Câmara na eleição realizada em outubro. Ele questiona possíveis irregularidades no processo e solicita que os efeitos da votação sejam suspensos até uma decisão definitiva sobre a validade do resultado.
A magistrada, no entanto, entendeu que é necessário ouvir a Câmara antes de decidir se a eleição deve ou não ser suspensa.
Por que a Justiça não suspendeu a eleição?
Ao analisar o pedido, a juíza reconheceu a relevância dos argumentos apresentados por Ivo Melo, mas destacou que uma intervenção judicial na composição da Mesa Diretora exige cautela.
Um dos pontos considerados foi o fato de que os vereadores eleitos para comandar a Câmara no próximo biênio só assumirão os cargos em 2027.
Por esse motivo, a magistrada entendeu que não existe urgência imediata que justifique suspender o resultado sem antes ouvir os envolvidos.
Isso significa que a Justiça ainda não decidiu se houve irregularidade na eleição. O pedido de anulação permanece em análise.
Glayson Jhonny terá dez dias para apresentar explicações
A decisão estabelece um prazo de dez dias para que o presidente da Câmara, Glayson Jhonny, apresente informações sobre os procedimentos adotados durante a eleição.
A Procuradoria do Município também deverá ser comunicada, enquanto os demais vereadores envolvidos serão chamados para se manifestar no processo.
Depois dessas etapas, o pedido de suspensão provisória, conhecido como liminar, voltará à análise da Justiça em caráter de urgência.
O que pode acontecer agora?
A eleição de outubro terminou com uma disputa apertada. Glayson Jhonny foi reconduzido à presidência por 11 votos a 10, resultado que garantiu sua permanência no comando da Casa para o biênio 2027/2028.
Agora, a discussão passa também pelo Judiciário, que deverá avaliar os argumentos apresentados por Ivo Melo e as informações fornecidas pela Câmara.
É importante destacar que o despacho não anulou a eleição, não afastou o presidente e também não rejeitou definitivamente o pedido apresentado pelo vereador.
A próxima etapa será a manifestação dos envolvidos. Somente depois disso a Justiça deverá voltar a analisar a possibilidade de suspender os efeitos da votação.
O Portal ONE News acompanha os desdobramentos do caso.




