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Política

Governador eleito do Amapá vai buscar Lula e Petrobras para preparar o estado para o petróleo

Dr. Furlan (PSD) quer transformar o Amapá em base logística da exploração na Margem Equatorial, tratada como "novo pré-sal".

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 10:18Fonte: Poder360
Foto: Foto: Reprodução/Poder360

O governador eleito do Amapá, Dr. Furlan (PSD), pretende procurar o governo do presidente Lula e a Petrobras logo depois da posse para discutir a preparação do estado como base logística da exploração de petróleo na Margem Equatorial. A declaração foi dada em entrevista ao Poder360, a primeira depois de vencer a eleição no primeiro turno, com 62,75% dos votos.

Segundo Furlan, preparar a infraestrutura do Amapá para a movimentação econômica que pode acompanhar a atividade petrolífera é uma das prioridades do plano de governo. O petróleo descoberto pela Petrobras em agosto fica a 175 quilômetros do Oiapoque, no litoral do estado, na porção brasileira da Margem Equatorial.

A estatal ainda analisa a viabilidade comercial da descoberta, mas já há confirmação de óleo em pelo menos três camadas do Poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas. A expectativa é de que a produção possa começar nos próximos sete anos, caso os estudos confirmem a viabilidade e as autorizações sejam obtidas. A Margem Equatorial, tratada como um possível “novo pré-sal”, tem potencial estimado em até 41 bilhões de barris.

Entre os objetivos da nova gestão estão a criação de um distrito industrial, a conclusão da pavimentação da BR-156 e a modernização do Porto de Santana, obras consideradas estratégicas para atrair empresas ligadas ao setor de óleo e gás.

O governador eleito afirmou que o Amapá é um estado pequeno e dependente do governo federal, mas que, com uma reserva tão grande, as obras locais passam a servir ao país inteiro. Ele também citou projetos federais para o chamado Arco Norte, corredores logísticos que abrangem estados como Amazonas, Pará, Rondônia e Maranhão.

Os ministérios dos Transportes e de Portos e Aeroportos projetam leilões de hidrovias e ferrovias na região entre 2027 e 2030. Para Furlan, a partir da posse será preciso cobrar do governo federal que esses projetos saiam do papel.

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