Cleitinho começa a montar equipe de governo em Minas, de olho na dívida de R$ 180 bilhões
Governador eleito reúne nomes técnicos e políticos, inclusive antigos adversários, e prioriza as contas públicas e uma possível reforma administrativa.

O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), começou a definir nomes que podem integrar a equipe de governo a partir de janeiro de 2027. As conversas envolvem políticos de partidos diferentes, economistas e ex-integrantes da administração estadual.
Entre as prioridades estão a reorganização das contas públicas, a gestão da dívida de cerca de R$ 180 bilhões com a União e a possibilidade de uma reforma administrativa. Ao lado do vice eleito, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), Cleitinho quer combinar indicações técnicas com articulação política.
Na economia, o nome apontado é o de Thiago Toscano, ex-presidente da Codemig e da Codemge, que deve comandar uma estrutura reunindo diferentes áreas, em uma espécie de supersecretaria, segundo informações divulgadas pela Rádio Itatiaia.
Para a articulação política, o indicado é o deputado estadual Cássio Soares, presidente do PSD em Minas, que pode ficar com a Secretaria de Governo ou a Casa Civil. Já Otto Levy, ex-secretário de Planejamento e Gestão, foi convidado para presidir a Cemig; a nomeação depende do Conselho de Administração da companhia.
Adversários na eleição também aparecem nas conversas. Gabriel Azevedo (MDB) participa da transição na educação e é considerado para a pasta, embora Cleitinho tenha manifestado interesse em entregá-la a uma servidora de carreira. O ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli, eleito deputado estadual, integra a transição e disse ter recebido convite para a Secretaria de Planejamento e Gestão. Flávio Roscoe (PL) também é citado entre os possíveis integrantes.




