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Política

PL reúne bancada nesta terça para decidir se apoia a reeleição de Hugo Motta na Câmara

Maior bancada a partir de 2027, partido teme ficar sem comissões estratégicas, como a CCJ, se ficar fora do bloco do atual presidente

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 07:13Fonte: CNN Brasil
Foto: Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O PL reúne seus congressistas nesta terça-feira (3), às 18h, para decidir se apoia a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados. A partir de 2027, o partido terá a maior bancada da Casa, com 121 deputados, mas calcula que pode perder espaço e o comando de comissões importantes se ficar fora do bloco do atual presidente.

O assunto divide a legenda. A ala ligada ao presidente do partido, Valdemar Costa Neto, defende um acordo por pragmatismo, com o argumento de que o tamanho da bancada vale pouco se o PL ficar isolado na divisão de cargos. Outra ala resiste a apoiar Motta por causa da proximidade dele com o presidente Lula. O deputado Zé Trovão (PL-SC) disse na segunda-feira (2) que pedirá registro de candidatura avulsa caso o partido não lance nome próprio, posição que é individual.

O peso do regimento explica a discussão. A ordem de escolha das comissões segue a proporcionalidade dos blocos formados no dia da posse. Fora do bloco maior, o PL cairia da primeira e segunda escolhas para a 14ª. Ainda poderia presidir sete colegiados, mas menos estratégicos. Entre os que ficam em risco está a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que o deputado mineiro Nikolas Ferreira (PL-MG) quer comandar.

A negociação não depende só do PL. Motta já soma o apoio de 15 partidos e tem maioria para se reeleger em fevereiro de 2027. O PT, um dos aliados, anunciou apoio formal e já sinalizou que pode deixar o bloco se o PL entrar. O presidente da Câmara tem dito que ouvirá a oposição, mas que os petistas teriam prioridade.

No Senado, a estratégia do PL é insistir em nome próprio. O partido, que terá 28 senadores a partir de 2027, deve indicar Rogério Marinho (PL-RN) para disputar a presidência com Davi Alcolumbre (União-AP). Alcolumbre afirma ter ao menos 48 votos, quando são necessários 41, e a oposição contesta a conta.

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