Sete Lagoas investiga morte de idosa liberada da UPA de madrugada; médica foi afastada
Mulher de 71 anos morreu minutos depois de chegar em casa; família contesta o diagnóstico de infecção urinária e fala em negligência.

A Prefeitura de Sete Lagoas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, abriu um procedimento administrativo para investigar a morte de uma idosa de 71 anos que havia sido atendida e liberada de madrugada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. A médica responsável pelo atendimento foi afastada.
Segundo a família, a idosa sentia dores intensas quando procurou a unidade. Ela recebeu o diagnóstico de infecção urinária e foi liberada para voltar para casa. Minutos depois de chegar, morreu.
Os parentes contestam o diagnóstico feito na UPA e classificam o caso como negligência. Eles cobram explicações sobre o atendimento e sobre a decisão de liberar a paciente, mesmo com a dor relatada.
A prefeitura informou que vai apurar a conduta adotada no atendimento por meio do procedimento administrativo. O resultado da investigação deve apontar se houve falha no diagnóstico ou no protocolo seguido pela equipe.
Este não é o primeiro caso questionado na mesma unidade. A Polícia Civil já investiga a morte de uma criança atendida na UPA há cerca de três meses. Até agora, não há conclusão sobre nenhum dos dois casos.




