Novo Ciência sem Fronteiras deve custar até R$ 700 milhões e incluir alunos do ensino médio
Ministro da Educação, Leonardo Barchini, diz ter certeza dos recursos; prioridade é para inteligência artificial, engenharia e matemática aplicada.

O novo Ciência sem Fronteiras, programa que leva jovens brasileiros para estudar no exterior, deve custar de R$ 600 milhões a R$ 700 milhões no primeiro ano. A estimativa foi apresentada nesta quinta-feira (5) pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, em entrevista ao Jornal Eldorado, segundo o Estadão.
Barchini disse ter certeza da garantia dos recursos, mesmo com as pressões sobre as contas públicas, e afirmou que não faltará dinheiro para a área. A recriação do programa, criado no governo Dilma Rousseff, foi citada na campanha e passou a ser detalhada no ministério depois da reeleição do presidente Lula.
A prioridade das bolsas deve ser em áreas como inteligência artificial, engenharia e matemática aplicada, além de pesquisas ligadas à defesa e à soberania nacional.
O novo modelo prevê três grupos. A principal novidade é a inclusão de estudantes do ensino médio que vencerem competições e olimpíadas nacionais, com financiamento de viagens para as etapas internacionais. O segundo grupo reúne universitários que queiram cursar parte da graduação fora do país. O terceiro é formado por estudantes e pesquisadores de mestrado, doutorado e pós-doutorado, em modalidades de intercâmbio em instituições estrangeiras, com foco em temas como minerais críticos e terras raras.
Ainda não há informação sobre quantos jovens serão atendidos, e a ideia inicial é não estabelecer limite de renda na seleção.
Entre 2011 e 2017, o programa levou cerca de 100 mil estudantes de graduação ao exterior, com investimento de aproximadamente R$ 13 bilhões, segundo dados da Capes publicados na época. Os Estados Unidos foram o principal destino, com cerca de 30 mil bolsas. A iniciativa fez sucesso entre os jovens, mas recebeu críticas de especialistas. As concessões de bolsas pararam em 2015, e os últimos estudantes ficaram fora até 2017.




