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Comércio

Fim do prazo de escolha no Simples Nacional leva empresas a se preparar para os impactos da Reforma Tributária

Negócios do Simples tiveram até sexta (30) para decidir como vão recolher o IBS e a CBS; entidades e Congresso acompanham a transição.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 01:11Fonte: Brasil 61
Foto: Foto: Reprodução/Brasil 61

Terminou nesta sexta-feira (30) o prazo para que as empresas do Simples Nacional escolhessem como vão recolher os dois novos tributos criados pela Reforma Tributária: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Com a decisão tomada, o foco dos empresários passa a ser a adaptação financeira e operacional às novas regras, segundo a agência Brasil 61.

No novo modelo, os negócios do Simples têm dois caminhos. O primeiro é continuar pagando o IBS e a CBS de forma unificada, dentro da guia do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). O segundo é migrar esses tributos para o regime regular, chamado de não cumulativo, com apuração fora da guia única.

A escolha pelo regime regular permite que a empresa transfira créditos tributários integrais nas vendas para outras empresas. Na prática, isso pode pesar na competitividade de quem vende para outros negócios, já que o cliente empresarial consegue aproveitar esses créditos. Para quem vende principalmente ao consumidor final, a lógica pode ser diferente, o que torna importante a orientação contábil.

Entidades do setor produtivo e o Congresso Nacional acompanham de perto a implementação. O vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Anderson Trautman, que monitora a reforma pela entidade, defendeu a união de forças para que a mudança avance com cautela. Segundo ele, as críticas do setor dizem respeito mais ao ritmo e ao caminho de implementação do que à proposta em si.

A transição entre o formato atual e as novas regras segue um calendário oficial definido pela Receita Federal. Para os comerciantes e empreendedores, a recomendação é revisar preços, contratos e sistemas de emissão de notas fiscais com antecedência, para evitar surpresas quando os novos tributos passarem a valer.

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