Farmácias alertam para risco de faltar remédio no início de 2027 e pedem adiamento da reforma tributária
Seis entidades do setor enviaram carta ao Congresso pedindo adiar por um ano a cobrança da CBS, que substitui PIS e Cofins.

O setor farmacêutico alertou formalmente o Congresso Nacional para um “risco concreto” de desabastecimento de medicamentos no início de 2027 e pediu o adiamento, por um ano, de etapas centrais da reforma tributária. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
O documento é assinado por seis entidades que atuam na indústria, na distribuição e no varejo de remédios, entre elas a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), a Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFarma) e o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma).
A principal demanda é adiar a cobrança da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributo federal que, a partir do ano que vem, vai substituir o PIS e a Cofins. Segundo o setor, o governo ainda não definiu pontos importantes da implementação, como a alíquota de referência da CBS, o que impede a adaptação das empresas.
Na carta enviada aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, as entidades afirmam que rejeição em massa de notas fiscais, falhas de configuração nos sistemas e falta de listas de preços adequadas podem interromper o faturamento e a circulação de medicamentos nos primeiros dias de 2027.
O setor argumenta ainda que tem mais dificuldade para se adaptar por causa de particularidades como preços regulados, grandes estoques e a presença em todo o país.
Para o pequeno empresário, o recado é se preparar: a reforma tributária começa a ser implantada em janeiro de 2027, e o governo tem dito que mantém o calendário, apesar dos pedidos de adiamento de vários setores. Conversar com o contador e revisar o sistema de emissão de notas é o primeiro passo.




