Governo estuda prorrogar o desconto de R$ 2,12 no diesel para segurar a inflação e evitar greve
Subvenção por litro vence em 26 de novembro; medida custa cerca de R$ 40 bilhões em 2026 e é citada em ação no TSE.

O governo federal estuda prorrogar mais uma vez a subvenção ao diesel, mecanismo pelo qual a União paga um subsídio por litro vendido para reduzir o preço final do combustível. A informação foi publicada pelo Metrópoles neste domingo (8).
A prorrogação mais recente garante um desconto de R$ 2,12 por litro até 26 de novembro de 2026. Segundo a apuração, a nova extensão teria dois objetivos: evitar pressão adicional sobre a inflação e diminuir o risco de uma reação dos caminhoneiros, como a paralisação que parou o país em 2018.
Na Petrobras, a prorrogação é tratada como certa. O benefício reduz os custos das empresas que participam do programa, com a intenção de conter os preços cobrados nas bombas. A subvenção é financiada com a arrecadação do imposto de exportação sobre o petróleo, e o custo projetado é de cerca de R$ 40 bilhões em 2026.
A medida também é alvo de questionamento na Justiça Eleitoral. Em 25 de setembro, nove dias antes do primeiro turno, o governo prorrogou o subsídio até 26 de outubro, um dia depois do segundo turno. Depois das eleições, houve nova prorrogação, até 26 de novembro.
O Partido Novo cita a subvenção em uma ação no Tribunal Superior Eleitoral que pede a cassação da chapa Lula-Alckmin por suposto abuso de poder político. O partido argumenta que medidas econômicas adotadas durante a campanha poderiam beneficiar o presidente nas urnas. O governo ainda não anunciou oficialmente a decisão sobre a prorrogação.




