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Belo Horizonte

Justiça suspende por 90 dias a Lukinha Automóveis, em BH, após clientes denunciarem prejuízos

Pedido partiu da Delegacia do Consumidor. Loja só poderá devolver carros e valores, entregar documentos e quitar o que deve a clientes e financeiras.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 22:16Fonte: BHAZ
Foto: Foto: Reprodução/Imagens cedidas ao BHAZ

A Justiça de Minas Gerais determinou a suspensão, por 90 dias, das atividades econômicas e financeiras da concessionária Lukinha Automóveis, em Belo Horizonte. A medida veio depois que consumidores denunciaram prejuízos após comprar carros na loja. Imagens enviadas ao BHAZ nesta quinta-feira (5) mostram o estabelecimento fechado.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, foi a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor que pediu a medida cautelar, aceita pelo Judiciário. A decisão não encerra todas as obrigações da empresa: enquanto durar a suspensão, ela só está autorizada a devolver veículos e valores a consumidores, entregar documentos de transferência, regularizar negócios já realizados e quitar compromissos assumidos com clientes e instituições financeiras.

A Polícia Civil mantém inquérito aberto para apurar possíveis crimes previstos no Código de Defesa do Consumidor e de estelionato. Até aqui, os relatos são de clientes e ainda estão sob investigação.

Uma professora de 37 anos afirma ter sido tratada com deboche ao tentar resolver problemas no carro comprado na loja. Já um engenheiro civil de 36 anos conta que pagou R$ 38 mil em um Ford Ka 2015, valor que, segundo ele, ficou cerca de R$ 3 mil acima da tabela Fipe, com um laudo que indicava boas condições. Ele diz que os problemas apareceram já na primeira revisão, entre eles barulhos na suspensão, falhas na caixa de marcha, vazamentos, defeitos no radiador e danos graves no motor, e que tem notas fiscais de mais de R$ 20 mil em manutenção.

O mesmo consumidor afirma ter recebido contrato de garantia de 90 dias e diz que, ao reclamar, foi orientado a procurar a Justiça. Há ainda relatos de clientes que teriam sido levados a uma sala e impedidos de sair durante discussões com representantes da loja. Essa denúncia também será apurada pelas autoridades.

Quando o caso foi divulgado, a empresa informou que não iria se pronunciar. Depois da decisão judicial, o BHAZ procurou o proprietário e aguardava resposta até a última atualização da reportagem.

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