Portal ONE News
AGORA
PublicidadePortal ONE NewsSua marca no portal de notícias da Grande BHBanners, patrocínio de colunas e portais e matérias patrocinadasAnuncie aqui
Comércio

Fábricas de calçados de Nova Serrana esperam Black Friday e Natal abaixo dos últimos dois anos

Sindicato do setor cita endividamento das famílias e queda nas vendas para a Argentina; empresas apostam em treinamento para vendas on-line.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 06:17Fonte: Diário do Comércio
Foto: Foto: Reprodução/Diário do Comércio

As indústrias de calçados de Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas, encaram o fim de 2026 com expectativa de vendas mais fracas. Segundo o presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Calçados de Nova Serrana (Sindinova), Rodrigo Martins, nem a Black Friday nem o Natal devem superar os resultados dos dois últimos anos. A avaliação foi publicada pelo Diário do Comércio.

Martins afirma que o varejo vem de uma longa sequência de quedas no país e que o último trimestre tende a ser complicado. Ainda não há uma previsão em percentual, mas ele cita o alto endividamento das famílias como fator que reduz o dinheiro disponível para o consumo.

O cenário preocupa porque parte das fábricas trabalha apenas sob encomenda, enquanto outras mantêm estoques e vendem pela internet. Esses modelos diferentes afetam o planejamento da produção para atender à demanda de fim de ano.

As vendas ao exterior, que costumavam ser uma saída nos momentos de mercado interno fraco, também enfrentam dificuldades. Dados do Comex Stat, sistema de estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mostram que, de janeiro a agosto de 2026, as exportações somaram US$ 43 milhões, contra US$ 237 milhões em importações. O déficit de US$ 194 milhões é cerca de 3,7% maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando ficou em US$ 187 milhões.

Para o dirigente, o polo foi especialmente atingido pela mudança no mercado argentino, historicamente o principal comprador externo dos calçados da cidade. Ele atribui a queda a alterações na legislação do país vizinho e à abertura para produtos asiáticos.

Na tentativa de reduzir o impacto, o Sindinova organizou uma feira em São Paulo, em julho, pensada para estimular os negócios de fim de ano. A entidade também promove cursos e treinamentos sobre vendas on-line e em plataformas de comércio eletrônico, com o objetivo de abrir novos canais, além de orientar as empresas a ajustar os custos à realidade do mercado.

Leia também

Fale com a gente