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Mundo

Governo Trump planeja deportar afegãos para o Afeganistão via Paquistão, e grupos temem represálias do Talibã

Documentos judiciais obtidos pela Associated Press indicam voos fretados saindo da Louisiana; entidades de direitos humanos criticam a medida.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 03:12Fonte: g1
Foto: Foto: Octavio Jones/Reuters/g1

O governo do presidente Donald Trump planeja deportar imigrantes afegãos detidos nos Estados Unidos de volta ao Afeganistão, passando pelo Paquistão. A informação aparece em documentos judiciais obtidos pela agência Associated Press e foi reproduzida pelo g1. Entidades de direitos humanos afirmam que a medida pode colocar a vida dessas pessoas em risco.

Muitos dos afegãos que vivem nos EUA fugiram do país depois de colaborar com as Forças Armadas americanas ou com organizações humanitárias, e temem ser perseguidos pelo Talibã, que governa o Afeganistão. Segundo os documentos, os primeiros voos fretados devem sair da Louisiana, onde a agência de Imigração e Alfândega (ICE) mantém centros de detenção, com destino ao Paquistão.

Em um processo na Justiça federal da Virgínia, um alto funcionário do ICE reconheceu que um imigrante afegão estava escalado para um voo de Alexandria, na Louisiana, para o Paquistão, “com posterior transporte para o Afeganistão”. Em outro caso, em Oklahoma, promotores informaram que mais um afegão seria deportado na próxima semana.

O Departamento de Segurança Nacional disse à Associated Press que o ICE não comenta futuras operações de deportação por questões de segurança. A Embaixada do Paquistão em Washington não respondeu de imediato.

As críticas foram duras. Shawn VanDiver, veterano da Marinha americana e presidente do grupo #AfghanEvac, classificou o plano como “absolutamente inconcebível”. A organização Human Rights First disse ter confirmado um voo programado da Louisiana para o Paquistão na terça-feira e chamou a operação de deportação em massa sem precedentes, que entregaria os afegãos “diretamente nas mãos do Talibã”.

O governo Trump já deportou milhares de imigrantes para países diferentes dos de origem, em parte porque os EUA não mantêm relações diplomáticas formais com o governo talibã. Em muitos desses casos, juízes de imigração haviam reconhecido que essas pessoas correriam risco se voltassem para casa, e ainda não está claro se algum dos afegãos da lista tem esse tipo de proteção.

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