Ministério da Saúde envia mais vacinas contra mpox ao Rio após alta de casos, mas descarta surto nacional
Capital fluminense registrou 74 casos em setembro e outubro; Brasil soma 665 casos no ano, bem abaixo dos quase 11 mil de 2022.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou o envio de doses extras da vacina contra a mpox para o Rio de Janeiro. A medida foi tomada depois que a capital fluminense registrou 74 casos da doença entre setembro e outubro de 2026, número mais de sete vezes maior que o do mesmo período do ano passado.
Segundo o Observatório Epidemiológico do município, foram 45 casos em setembro e 29 em outubro. No mesmo intervalo de 2025, a cidade havia contabilizado dez infecções.
De acordo com o ministério, o reforço tem dois objetivos: conter a alta local e preparar a cidade para as grandes aglomerações do fim de ano, período em que a circulação de pessoas aumenta.
Em publicação nas redes sociais neste sábado (31), Padilha descartou a ideia de um surto nacional. Ele lembrou que o país soma 665 casos em 2026, cenário muito diferente do de 2022, quando quase 11 mil pessoas foram infectadas. O ministro afirmou que a pasta mantém vigilância com estados e municípios e que o SUS está preparado para diagnosticar, tratar e acompanhar os pacientes.
A vacinação continua restrita aos grupos recomendados pelo Ministério da Saúde, sem ampliação do público-alvo. A estratégia é reforçar doses onde os casos crescem, sem campanha em massa.
A mpox é transmitida principalmente pelo contato próximo com lesões na pele, secreções ou objetos contaminados. Quem apresentar manchas, bolhas ou feridas na pele, acompanhadas ou não de febre, deve procurar uma unidade de saúde.

