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França tem novo dia de greves e 260 protestos contra custo de vida; Torre Eiffel fecha as portas

Governo mobiliza 70 mil policiais; escolas e transporte público foram afetados, e autoridades relatam confrontos em Rennes e Paris.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 09:19Fonte: g1
Foto: Foto: Denis Balibouse/Reuters, via g1

A França enfrenta nesta quinta-feira (5) mais um dia de greves e manifestações em todo o país. Sindicatos uniram forças e previram cerca de 260 protestos contra o aumento do custo de vida e em apoio ao movimento iniciado por estudantes do ensino médio. A Torre Eiffel, principal cartão-postal do país, está fechada.

Em declaração conjunta, as entidades afirmam que a França está à beira da recessão e que os planos de demissão se multiplicam. No texto, reclamam que combustível, alimentos, aluguel, gás e eletricidade sobem, enquanto salários e aposentadorias não acompanham. Entre os pedidos estão a revalorização do salário mínimo, aumento geral de salários, mais justiça fiscal e a preservação dos serviços públicos.

Centenas de escolas secundárias foram fechadas ou não conseguiram funcionar, por causa dos protestos ou da adesão de professores à greve, e o transporte público foi severamente afetado. Os atos são esperados com entre 500 mil e 700 mil pessoas fora de Paris.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou que 70 mil policiais foram mobilizados, com apoio de veículos blindados, drones e helicópteros. Na região da Bretanha, autoridades relataram tentativa de bloqueio de estradas em Rennes por indivíduos mascarados e atos graves de violência, como o arremesso de bolas de aço contra a polícia. Em Paris, as forças de segurança usaram gás lacrimogêneo para dispersar jovens e impedir o bloqueio de escolas.

O movimento começou em meados de setembro entre estudantes e chegou a outros países, como Espanha, Itália, Bélgica e Albânia. Em alguns dias, reuniu quase 1,3 milhão de pessoas, segundo as autoridades. As manifestações marcam a reta final da presidência de Emmanuel Macron, que deve deixar o poder em maio, em meio a alta de combustíveis e ao forte ajuste previsto nos orçamentos de 2027.

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