Transição de Cleitinho questiona Arsae sobre cobrança de esgoto onde não há tratamento em Minas
Agência defende a tarifa unificada da Copasa e diz que eventual mudança ficaria para a revisão prevista para 2030.

A forma como a Copasa cobra pelo serviço de esgoto foi questionada nesta quarta-feira (4) pela equipe de transição do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos). O tema surgiu em reunião na Cidade Administrativa sobre a área de Meio Ambiente, a oitava entre integrantes da gestão atual e do futuro governo. A suspensão da taxa para quem não tem tratamento foi uma das promessas de campanha de Cleitinho.
Gustavo Mendes, coordenador jurídico-legislativo do mandato de Cleitinho no Senado e integrante da comissão, levou ao encontro a insatisfação do governador eleito com a cobrança. Ele perguntou se a Agência Reguladora de Saneamento e Energia de Minas Gerais (Arsae-MG) considera a tarifa justa e se há alguma ação prevista para rever a situação.
A secretária-geral da Arsae-MG, Laura Mendes Serrano, respondeu que a cobrança unificada é considerada a forma mais adequada para buscar a universalização do saneamento. Segundo ela, quando coleta e tratamento são cobrados separadamente, pode haver resistência da população, de agentes políticos e de prefeituras à implantação do tratamento, justamente porque isso aumentaria a conta.
A representante da agência reconheceu que a unificação elevou a tarifa nos municípios onde só havia coleta, que representam cerca de 20% da população. Já os outros 80%, que tinham algum tipo de tratamento, tiveram redução, de acordo com ela. O modelo unificado está em vigor desde 2021.
Laura Serrano afirmou ainda que uma eventual mudança poderia ocorrer durante as revisões tarifárias. O próximo ciclo da Copasa está previsto para 2030, já que a última revisão foi concluída no fim de 2025 e passou a valer em janeiro deste ano.
Pela terceira reunião seguida, a comissão de Cleitinho pediu que constassem em ata ressalvas sobre a falta de informações repassadas pela gestão atual. Coordenada pelo vice-governador eleito, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), a transição terá novos encontros sobre Agropecuária (dia 10), Desenvolvimento Social (11), Cultura e Turismo (12), Secretaria de Governo e Secretaria-Geral (16) e Fazenda (17).




