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Minas Gerais

Justiça Federal retira tornozeleira de dez investigados ligados à Operação Rejeito, em Minas

Dois alvos seguem monitorados; os demais terão de comparecer mensalmente à Justiça e não podem sair de Minas sem autorização.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 08:41Fonte: g1
Foto: Foto: Lucas Franco/TV Globo

A Justiça Federal revogou o uso de tornozeleira eletrônica por dez investigados ligados à Operação Rejeito, que apura suspeitas de fraudes em licenças ambientais e de exploração irregular de minério em Minas Gerais. Outros dois alvos seguirão com o monitoramento.

A decisão foi assinada na quinta-feira (29) por um juiz federal convocado do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, no âmbito da Operação Contrassabotagem. Essa frente investiga suspeitas de que um grupo tenha tentado atrapalhar as apurações da Rejeito, com manobras para esconder os responsáveis por empresas investigadas e o monitoramento de agentes públicos, segundo denúncia do Ministério Público Federal citada na decisão.

Ao justificar a retirada do equipamento, o magistrado considerou que os dez vinham cumprindo as determinações e que não havia registro de violações ou de ocorrências relevantes durante a fiscalização.

As restrições, porém, não acabaram. Eles terão de comparecer mensalmente à Justiça, não podem sair de Minas Gerais sem autorização, estão proibidos de deixar o país e devem entregar os passaportes, caso ainda não o tenham feito. As demais medidas continuam valendo.

Os dois investigados que permanecem com a tornozeleira só poderão circular nas comarcas onde moram e em Belo Horizonte, e outros deslocamentos dependem de autorização judicial. A denúncia do MPF aponta que ambos teriam exercido funções de liderança no grupo suspeito. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça, e os investigados têm direito à defesa. O g1 informou que buscava contato com as defesas.

Deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2025, a Operação Rejeito investiga o uso de empresas para ocultar os verdadeiros beneficiários e obter licenças ambientais de forma irregular, inclusive em projetos em áreas protegidas, como a Serra do Curral, em Belo Horizonte. Em junho de 2026, a PF indiciou 34 pessoas. A investigação estima que o suposto esquema tenha movimentado mais de R$ 4 bilhões e que poderia chegar a R$ 8 bilhões com novos projetos.

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