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Política

Cleitinho comemora suspensão de R$ 32 milhões a Atlético, Cruzeiro e América e fala em “outras prioridades”

Governador eleito chamou o patrocínio de "eleitoreiro" em vídeo nas redes. TCE-MG diz que a suspensão é provisória e aponta falta de estudos técnicos.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 12:15Fonte: Estado de Minas
Foto: Foto: Júnia Garrido/Band Minas

O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), defendeu nesta quarta-feira (4) o fim do patrocínio estadual a América, Atlético e Cruzeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que o estado tem outras prioridades e classificou como “eleitoreira” a decisão tomada pelo ex-candidato à reeleição Mateus Simões (PSD).

O aporte de R$ 32 milhões foi anunciado em 29 de setembro, após a saída das casas de apostas do patrocínio esportivo, e seria dividido entre os três clubes por meio de Codemge, Codemig e Cemig. O pagamento foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG).

No vídeo, Cleitinho diz que gosta de futebol, mas questiona o uso de dinheiro de estatais em clubes que hoje são Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), de iniciativa privada. Ele citou o processo de transição e a informação de que pode faltar dinheiro para pagar servidores a partir de janeiro, além da falta de merenda nas escolas, para justificar a posição. O novo governador assume em janeiro de 2027.

Em nota, o TCE-MG confirmou a suspensão. O tribunal aponta a ausência de estudos técnicos que comprovem o retorno institucional dos patrocínios, a falta de critérios objetivos para definir os valores e dúvidas sobre a finalidade dos recursos.

O conselheiro em exercício Licurgo Mourão, que assinou a medida, vê indícios de que os valores foram definidos com base nas necessidades dos clubes, e não nos interesses das estatais, como exige a legislação. A nota também cita a falta de informações sobre viabilidade, exposição das marcas e justificativa para a escolha dos clubes, e alerta para os limites legais de gastos com publicidade e patrocínio em ano eleitoral.

O tribunal ressalta que a decisão é provisória e tem o objetivo de evitar a transferência de dinheiro público antes da análise da legalidade do patrocínio.

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