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Política

Ana Elisa culpa ICMS e Gleidison Azevedo, irmão de Cleitinho, aponta Lula pela alta de combustíveis

Deputados eleitos por Minas dão versões opostas sobre a alta; novo ICMS aprovado pelo Confaz passa a valer em 1º de fevereiro de 2027.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 19:13Fonte: Poder360
Foto: Foto: Agência Brasil

Os deputados eleitos por Minas Gerais Ana Elisa (PT) e Gleidison Azevedo (Republicanos), irmão do senador Cleitinho, apresentaram versões opostas sobre quem é responsável pelo aumento nos preços dos combustíveis. Enquanto ela atribui a alta ao ICMS, cobrado pelos estados, ele aponta o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O debate ganhou força depois que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, aprovou em 27 de outubro o reajuste das alíquotas. A decisão reuniu representantes de governos estaduais de diferentes campos políticos. A partir de 1º de fevereiro de 2027, o imposto sobre a gasolina passa de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, o do diesel, de R$ 1,17 para R$ 1,30, e o do gás de cozinha, de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo.

Em publicação, Ana Elisa afirmou que o aumento do imposto estadual não é responsabilidade do governo federal. A deputada lembrou que a gestão petista zerou tributos federais e ampliou subsídios para gasolina, etanol e diesel, e criticou os estados por não seguirem o mesmo caminho.

Gleidison respondeu que a colega tenta tirar do governo federal a responsabilidade pela alta. Ele atribuiu a pressão sobre os preços à disparada do petróleo em março, com a guerra dos Estados Unidos contra o Irã, reconheceu que os impostos federais foram zerados, mas classificou como eleitoreira a medida anunciada em 9 de outubro, pouco mais de duas semanas antes do segundo turno. O deputado também lembrou que Jair Bolsonaro havia zerado os tributos e que a cobrança foi retomada em janeiro de 2023.

Em 27 de outubro, o governo federal renovou por mais 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel. O custo total das subvenções superava R$ 32 bilhões no fim de agosto, segundo dados oficiais. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirma que receitas extraordinárias do petróleo vão compensar os gastos, sem mudança nas metas fiscais.

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