Stephen Miller, autor das medidas anti-imigração mais duras de Trump, é o novo chefe de gabinete da Casa Branca
Advogado de 41 anos idealizou o muro na fronteira com o México e a separação de famílias de imigrantes no primeiro mandato.

Stephen Miller foi escolhido nesta sexta-feira (6) como o novo chefe de gabinete da Casa Branca. Advogado de 41 anos, ele é apontado como o autor das medidas anti-imigração mais polêmicas do primeiro mandato de Donald Trump.
Miller tinha 31 anos quando Trump assumiu a Presidência pela primeira vez e teve papel central em decisões como a construção do muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México, obra que ficou inacabada, e a proibição de entrada no país de cidadãos de alguns países de maioria muçulmana.
Ele também defendeu a política de “tolerância zero” contra a imigração irregular, adotada em 2018, que levou à separação de milhares de crianças de suas famílias na fronteira. A medida foi duramente criticada pela ONU e por organismos internacionais, e, mesmo depois do fim da política, centenas de famílias não tinham sido reunidas, segundo levantamentos feitos nos anos seguintes.
Durante a campanha mais recente, Miller escreveu discursos para Trump e preparou planos de linha-dura sobre imigração. Antes da nova nomeação, comandava a elaboração dos planos para viabilizar uma das principais promessas de Trump: realizar a maior operação de deportação da história dos Estados Unidos.
O chefe de gabinete é um dos cargos mais influentes da Casa Branca. Ele controla a agenda do presidente, coordena a equipe e faz a ponte com o Congresso e com os ministérios. A escolha de Miller indica que a imigração deve continuar no centro das decisões do governo.




