Ministros do STF veem alívio com a derrota de Flávio, mas dizem que o futuro depende do Senado
Para integrantes da corte, eleição para o comando do Senado em fevereiro vai definir o rumo dos pedidos de impeachment.

Uma ala de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avalia que a reeleição do presidente Lula (PT) e a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) dão um respiro à corte, mas que a pressão política sobre os magistrados apenas foi adiada. A informação é da Folha de S.Paulo.
Segundo o jornal, os ministros e seus auxiliares consideram que o cenário ainda depende de quem vai assumir a presidência do Senado em fevereiro de 2027. Apesar do alívio com o resultado da eleição presidencial, integrantes do Supremo relatam cautela e esperam meses de incerteza.
O motivo é que cabe ao presidente do Senado decidir se abre ou não processos de impeachment contra ministros do STF. Para aprovar o afastamento, são necessários 54 votos, dois terços dos 81 senadores. Parte dos senadores eleitos fez campanha com a promessa de levar adiante pedidos contra integrantes da corte.
Para os ministros, um ambiente mais calmo pode surgir se o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), conseguir a reeleição. Alcolumbre sempre resistiu às pressões pela destituição de ministros e conta com o apoio de partidos do centrão e de setores do governo. União Brasil e PP já anunciaram apoio à recondução dele.
A disputa, porém, segue aberta. Também estão no páreo Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro, e Tereza Cristina (PP-MS). Ao lançar a candidatura, Marinho disse que o impeachment de ministros não será sua pauta única, mas que não vai se omitir se algum deles cometer crime de responsabilidade.
A votação para o comando do Senado é individual e secreta e acontece no início da próxima legislatura, em fevereiro.




