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Política

Ministros do STF veem alívio com a derrota de Flávio, mas dizem que o futuro depende do Senado

Para integrantes da corte, eleição para o comando do Senado em fevereiro vai definir o rumo dos pedidos de impeachment.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 23:21Fonte: Folha de S.Paulo
Foto: Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Uma ala de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avalia que a reeleição do presidente Lula (PT) e a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) dão um respiro à corte, mas que a pressão política sobre os magistrados apenas foi adiada. A informação é da Folha de S.Paulo.

Segundo o jornal, os ministros e seus auxiliares consideram que o cenário ainda depende de quem vai assumir a presidência do Senado em fevereiro de 2027. Apesar do alívio com o resultado da eleição presidencial, integrantes do Supremo relatam cautela e esperam meses de incerteza.

O motivo é que cabe ao presidente do Senado decidir se abre ou não processos de impeachment contra ministros do STF. Para aprovar o afastamento, são necessários 54 votos, dois terços dos 81 senadores. Parte dos senadores eleitos fez campanha com a promessa de levar adiante pedidos contra integrantes da corte.

Para os ministros, um ambiente mais calmo pode surgir se o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), conseguir a reeleição. Alcolumbre sempre resistiu às pressões pela destituição de ministros e conta com o apoio de partidos do centrão e de setores do governo. União Brasil e PP já anunciaram apoio à recondução dele.

A disputa, porém, segue aberta. Também estão no páreo Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro, e Tereza Cristina (PP-MS). Ao lançar a candidatura, Marinho disse que o impeachment de ministros não será sua pauta única, mas que não vai se omitir se algum deles cometer crime de responsabilidade.

A votação para o comando do Senado é individual e secreta e acontece no início da próxima legislatura, em fevereiro.

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