O que a derrota de Trump nas eleições de meio de mandato muda na corrida pela Casa Branca em 2028
Democratas saem fortalecidos; nomes como Jon Ossoff e Josh Shapiro ganham projeção, e JD Vance aparece como possível candidato republicano.

Os votos das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos ainda estão sendo contados, mas o cenário político americano já se volta para a disputa presidencial de 2028. Com vitórias expressivas no Congresso, os democratas ganharam força na corrida pela sucessão de Donald Trump.
Um bom resultado nas chamadas midterms, porém, não garante a Casa Branca dois anos depois. O democrata Barack Obama, por exemplo, foi reeleito em 2012, mesmo depois de grandes vitórias republicanas em 2010.
Ainda não há candidatos oficiais, mas possíveis nomes já se movimentam. Entre os democratas, o senador Jon Ossoff venceu com folga na Geórgia, estado em que Trump ganhou em 2024. Ele diz que não pretende disputar a Presidência, mas a campanha, com vários vídeos que viralizaram, deu projeção nacional a ele.
Outro nome citado é o do governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, que derrotou com facilidade o adversário republicano. Ele não se compromete com uma candidatura, mas analistas veem a popularidade em um dos estados decisivos como um trunfo.
Do lado republicano, declarações do vice-presidente JD Vance com reflexões sobre as derrotas do partido foram interpretadas como um sinal de preparação para concorrer em 2028.
A dimensão dos ganhos democratas na eleição da última terça-feira deve influenciar a montagem das candidaturas e as estratégias dos dois partidos nos próximos dois anos.




