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Betim

Justiça de Betim condena trio a mais de 26 anos pela morte de motorista de aplicativo

Anthony Felipe Ferreira Pires, de 27 anos, foi encontrado perto da represa de Vargem das Flores em maio; cabe recurso ao TJMG.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 18:12Fonte: O Tempo Betim
Foto: Foto: Reprodução/O Tempo Betim

Dois homens e uma mulher foram condenados a mais de 26 anos de prisão pela morte do motorista de aplicativo Anthony Felipe Ferreira Pires, de 27 anos, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O corpo dele foi localizado no dia 10 de maio, nas imediações da represa de Vargem das Flores. A decisão é de primeira instância e os condenados responderam por latrocínio, o roubo seguido de morte, e por corrupção de menor, já que um adolescente estaria com o grupo.

Cada um dos homens recebeu pena de 26 anos e 3 meses de reclusão, mais 83 dias-multa. A mulher foi sentenciada a 27 anos e 3 meses, além de 141 dias-multa. No julgamento, os três preferiram ficar em silêncio.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, aceita pela Justiça, os acusados pediram uma corrida e o motorista acabou conduzido até uma área isolada, onde teriam levado um Fiat Mobi e um celular com violência e grave ameaça. O laudo de necrópsia registrou múltiplos ferimentos causados por instrumento perfurocortante, e a sentença considerou que a perícia e as manchas de sangue no carro combinam com o que a acusação descreveu.

A sentença, assinada em 21 de outubro pelo juiz Leonardo Cohen Prado, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Betim, trazia inicialmente o regime aberto. No dia 29, depois de embargos do Ministério Público, que apontou a contradição com o tamanho das penas, o magistrado corrigiu o texto e fixou o regime fechado para os três.

O juiz também manteve as prisões preventivas e mandou expedir a guia de execução provisória. Ainda cabe recurso ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Policiais ouvidos no processo disseram que o grupo teria praticado outros crimes na mesma semana, entre eles a morte de outro motorista de aplicativo, caso que está com o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), além do sequestro de um motorista e de uma tentativa de latrocínio. Esses fatos estão em outros inquéritos e não foram julgados nesta sentença.

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