PBH contrata FGV por R$ 31 mil para acompanhar índice de custos dos ônibus da capital
Contrato de um ano dá à Sumob acesso ao Índice Ônibus Urbano; compra não significa reajuste de tarifa nem pagamento às empresas.

A Prefeitura de Belo Horizonte contratou a Fundação Getulio Vargas (FGV) por R$ 31.005,70 para ter acesso a uma base de indicadores econômicos que inclui o Índice Ônibus Urbano, usado para acompanhar a evolução dos custos do transporte coletivo. O contrato foi firmado pela Superintendência de Mobilidade (Sumob) em 27 de outubro e vale de 29 de outubro de 2026 a 28 de outubro de 2027, segundo publicação no Diário Oficial do município.
O acordo prevê o licenciamento de uso, sem exclusividade, da base on-line FGV Select, mantida pelo Instituto Brasileiro de Economia da fundação. O serviço dá acesso ao indicador setorial de transporte urbano.
A contratação não representa reajuste de tarifa nem decisão sobre pagamentos às empresas de ônibus. O índice fornece dados que podem ajudar o poder público a acompanhar despesas do setor, como diesel, mão de obra, peças, manutenção e renovação da frota. Um indicador isolado, porém, não traduz sozinho a variação do custo de todo o sistema, já que cada cidade tem frota, quilometragem, demanda e contratos próprios.
A medida ocorre em meio à discussão da administração municipal sobre o financiamento dos ônibus, os subsídios às concessionárias e a análise de um possível desequilíbrio econômico-financeiro acumulado entre 2008 e julho de 2023.
O diretor de Planejamento e Economia dos Transportes da Sumob, Gustavo Fonseca de Oliveira, foi designado gestor do contrato.




