BH: rua interditada por risco de deslizamento na divisa com Sabará terá obra de R$ 3,8 milhões
Prefeitura assinou ordem de serviço para conter encostas da Rua Augusta Sacchetto Scalzo, fechada desde março; conclusão é prevista para 2027.

A Prefeitura de Belo Horizonte assinou nesta terça-feira (3) a ordem de serviço para obras emergenciais de contenção na Rua Augusta Sacchetto Scalzo, no bairro Jardim Vitória, região Nordeste da capital. O investimento é de aproximadamente R$ 3,8 milhões, e a previsão é terminar os trabalhos no primeiro semestre de 2027.
A intervenção será feita no trecho conhecido como Corte de Pedra, na divisa com Sabará, onde há histórico de deslizamentos. A meta é estabilizar os paredões de rocha e o solo nos dois lados da via. Segundo a prefeitura, a contratação em caráter emergencial foi motivada pela possibilidade de piora do terreno durante o período chuvoso.
O contrato inclui o projeto executivo e a execução dos serviços: estabilização geotécnica do solo e do maciço rochoso, sistemas de drenagem profunda e superficial, muretas de proteção e plantio de cobertura vegetal, além de demolições, remoções e movimentação de terra. A administração municipal informou que a contenção terá prioridade no planejamento da obra.
A rua está fechada desde 25 de março, depois que uma avaliação técnica da Defesa Civil identificou instabilidade no talude e risco de deslizamento. O bloqueio atinge cerca de 15 metros, entre os paredões, e corta a ligação entre o Jardim Vitória e o bairro Nossa Senhora de Fátima, em Sabará.
A interdição gerou protestos de moradores, que cobravam solução para um problema antigo. Lideranças comunitárias afirmaram que o local já havia sido fechado cerca de um ano e quatro meses antes, pelo mesmo motivo, e reaberto sem as obras esperadas. Quem usa o trecho também reclamou dos desvios, feitos por ruas íngremes: a via recebia veículos de carga, inclusive carretas de até 30 toneladas, e três linhas de ônibus.
Os problemas no local não são novos. No início de janeiro de 2025, um ônibus ficou preso em uma cratera aberta na rua durante uma chuva e só foi rebocado após cerca de quatro horas. Na época, a Copasa atribuiu a erosão a danos na rede de esgoto, associados ao lançamento irregular de água de chuva.




