Marinho quer senadores de direita mostrando o voto para enfrentar Alcolumbre na disputa pela Presidência do Senado
PL deve lançar a candidatura de Rogério Marinho nesta quarta (4); voto é secreto, e a eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, vai defender que os colegas de direita tornem público o voto na eleição para a presidência da Casa, marcada para 1º de fevereiro de 2027. O objetivo é evitar que parlamentares desse campo apoiem em segredo a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP), segundo o Agora RN e a Folha de S.Paulo.
“Vou defender. É difícil justificar em público o voto no Alcolumbre, né?”, disse Marinho em declaração divulgada nesta segunda-feira (2). A proposta chega à reunião dos senadores do PL marcada para esta quarta-feira (4), em Brasília, quando a bancada deve definir a estratégia para a disputa e lançar oficialmente a candidatura dele.
O regimento interno prevê voto secreto na escolha da Mesa Diretora, com cédulas depositadas em urna. Nada impede, porém, que cada senador mostre a própria cédula aos presentes antes de votar, e é nesse gesto que a oposição aposta. Em 2019, o próprio Alcolumbre tentou aprovar o voto aberto, mas a manobra foi derrubada por liminar do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Mesmo assim, senadores exibiram as cédulas antes de colocá-las na urna.
De acordo com a Folha, o encontro de quarta-feira deve ter também representantes de outros partidos, para mostrar apoio amplo na direita. Os senadores do Novo devem comparecer: a legenda elegeu Marcel Van Hattem (RS), Deltan Dallagnol (PR) e Lahesio Bonfim (MA). O PL terá 29 senadores em 2027 e costura apoios no PP, no União Brasil, no Republicanos e no PSDB. Nas contas da oposição, há uma maioria teórica de 45 a 50 senadores comprometidos com Marinho.
“Rogério é o candidato do PL e vamos articular com a bancada, partidos aliados e seus parlamentares também avulsos”, afirmou o líder da bancada, Carlos Portinho (RJ).
Do outro lado, Alcolumbre é candidato à reeleição e deve contar com o apoio do presidente Lula, de acordo com a BandNews TV. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também manifesta interesse em concorrer e criticou a decisão da cúpula da federação União Brasil-PP de declarar apoio ao atual presidente.




