Aliados aconselham Lula a indicar nome de consenso ao STF ainda em 2026; Pacheco ganha força
Objetivo é evitar nova derrota no Senado, que rejeitou Jorge Messias em abril, antes da mudança na composição da Casa em 2027.

Reeleito presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sido aconselhado por aliados a escolher ainda em 2026 um nome de consenso para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). A ideia é evitar um novo confronto com o Senado e garantir votos suficientes para a aprovação do indicado.
Lula já sinalizou a interlocutores que gostaria de insistir no advogado-geral da União, Jorge Messias. O nome, porém, enfrenta resistência entre os senadores: em abril, Messias foi rejeitado pela Casa por 42 votos a 34, uma derrota considerada histórica para o governo.
Diante disso, parlamentares da base e integrantes do núcleo mais próximo do Palácio do Planalto defendem uma escolha que tenha o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e das principais lideranças. O nome mais lembrado por esse grupo é o do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
Pacheco já era apontado como o preferido de Alcolumbre antes da indicação de Messias. Na avaliação desses aliados, o mineiro reúne apoio político suficiente para facilitar a aprovação e evitar mais desgaste entre o Executivo e o Legislativo.
O calendário também pesa. A partir de fevereiro de 2027, o Senado terá uma nova composição, com a direita mais forte depois das eleições de outubro. Só o PL terá 28 cadeiras na próxima legislatura. Para os articuladores do governo, a formação atual da Casa oferece uma janela melhor de negociação.
Até agora, Lula não anunciou sua decisão. A indicação ao STF precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e ser aprovada pelo plenário do Senado.




