Algodão mineiro quase dobra a produtividade com o Proalminas; Estado certifica 34 indústrias têxteis
Lavouras passaram de cerca de 170 para 330 arrobas por hectare desde 2003; programa somou 871 mil toneladas de pluma até 2025.

A produtividade do algodão em caroço nas lavouras de Minas Gerais aumentou quase 94% desde a criação do Programa Mineiro de Incentivo à Cultura do Algodão (Proalminas), em 2003. A média passou de cerca de 170 arrobas por hectare na safra 2002/2003 para 330 arrobas por hectare atualmente. Entre 2004 e 2025, o programa também contribuiu para a produção de 871 mil toneladas de algodão em pluma.
Como parte das ações do programa, o Governo de Minas certificou, nesta quinta-feira (5), em Belo Horizonte, 34 indústrias têxteis participantes da iniciativa.
O Proalminas foi criado para retomar a cotonicultura no estado depois da crise da década de 1990, quando a praga do bicudo do algodoeiro devastou as lavouras. Executado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG), o programa dá benefício fiscal às indústrias que compram algodão mineiro, reduzindo o ICMS sobre o produto industrializado.
Do outro lado, o produtor tem garantia de mercado e recebe um adicional de preço pelo algodão. O programa também promove capacitação e acesso a novas tecnologias. No ciclo 2025/2026, as empresas consumiram cerca de 24 mil toneladas de algodão dentro do acordo de cooperação.
Segundo o secretário de Agricultura, Thales Fernandes, a evolução da cadeia produtiva seria inimaginável sem a atuação do Estado, da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) e dos parceiros do programa. A qualidade da fibra também melhorou, segundo testes do laboratório da MinasCotton, central de classificação criada com apoio do programa e reconhecida internacionalmente.




