TST mantém SAF do Cruzeiro responsável por dívida trabalhista com ex-assessor da gestão Wagner Pires de Sá
Ex-funcionário cobrou inicialmente mais de R$ 461 mil. Tribunal negou recurso e manteve a empresa de Pedro Lourenço na execução.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a decisão que responsabiliza a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Cruzeiro, controlada pelo empresário Pedro Lourenço, pelo pagamento de débitos trabalhistas devidos a Alexandre da Rocha Comoretto, conhecido como Gaúcho. A informação foi revelada pelo portal O Fator e confirmada pelo No Ataque.
Comoretto foi assessor na gestão de Wagner Pires de Sá, presidente do clube em 2018 e 2019, e diretor dos clubes de lazer do Barro Preto e da Pampulha. Em decisão assinada pelo ministro Douglas Alencar Rodrigues, relator na Quinta Turma, a Corte negou o agravo de instrumento apresentado pela SAF, o que consolida a inclusão da empresa na execução da dívida.
A ação foi aberta em abril de 2021. O ex-assessor, que recebia R$ 25 mil quando foi demitido, em janeiro de 2020, cobrou inicialmente mais de R$ 461 mil em verbas rescisórias, salários atrasados de novembro e dezembro de 2019, FGTS e até o reembolso de um convite para um churrasco do clube que foi cancelado.
O vínculo terminou antes da criação da SAF, mas a Justiça entendeu que há sucessão trabalhista e grupo econômico nas dívidas ligadas à atividade do futebol. Pedro Lourenço se tornou acionista majoritário em abril de 2024, ao comprar a empresa de Ronaldo Nazário que detinha 90% do clube-empresa.




