Venda Nova tem um dos maiores índices de larvas do Aedes em BH; capital fica em risco médio de dengue
LIRAa encontrou larvas em 2,4% dos 53 mil imóveis vistoriados; Pampulha (3,5%), Venda Nova (3,3%) e Leste (3,2%) têm os índices mais altos.

O Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 encontrou larvas do mosquito em 2,4% dos 53 mil imóveis vistoriados em Belo Horizonte. O resultado coloca a capital em médio risco para dengue, chikungunya e zika, segundo os parâmetros do Ministério da Saúde.
Todas as regionais ficaram na faixa de médio risco, que vai de 1% a 3,9%. Os índices mais altos são os da Pampulha (3,5%), de Venda Nova (3,3%) e da Leste (3,2%). Depois vêm Nordeste (2,6%), Barreiro (2,4%), Norte (2,1%), Centro-Sul (1,6%), Noroeste (1,5%) e Oeste (1,5%).
A maior parte do problema está dentro de casa: 83% dos focos foram achados em ambientes domiciliares. Os criadouros mais comuns são pratinhos de plantas (24,7%), objetos sem uso (23,2%), recipientes domésticos (17,7%) e barris e tambores (7,2%).
A subsecretária de Promoção e Vigilância à Saúde, Thaysa Drummond, afirmou que os dados ajudam a direcionar a prevenção para as áreas que mais precisam e reforçou que dez minutos por semana bastam para eliminar possíveis criadouros.
Segundo a prefeitura, em 2026 já foram feitas mais de 3,4 milhões de vistorias e 239 mutirões de limpeza, com cerca de 374 toneladas de resíduos recolhidos. A capital também usa drones para localizar focos e mais de 1,8 mil armadilhas para monitorar o mosquito.




