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Venda Nova

BH entra na temporada de chuvas com 5 obras paradas, duas delas em reservatórios de Venda Nova

Levantamento aponta drenagem, encostas e bacias de detenção interrompidas nas regiões Norte e Venda Nova; prefeitura promete retomar em 2027.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 06:20Fonte: g1
Foto: Foto: TV Globo/Reprodução

Belo Horizonte começa mais um período chuvoso com pelo menos cinco obras de prevenção a alagamentos e deslizamentos interrompidas, de acordo com levantamento da TV Globo no Portal da Transparência da prefeitura, publicado pelo g1. Três delas ficam na Região Norte, e outras duas em Venda Nova.

Em Venda Nova, a paralisação atinge os reservatórios Vilarinho II e Nado I, grandes bacias de detenção de água da chuva. Os dois canteiros estão parados há cerca de um ano, depois de indícios de irregularidades nos contratos. No caso da Vilarinho, a continuidade depende de uma nova licitação.

Na Região Norte, a recuperação de áreas degradadas e a drenagem pluvial na Ocupação Vitória pararam com pouco mais de 31% de execução, em contrato de R$ 2 milhões somados os aditivos. O motivo apontado é a interferência com uma obra da Copasa. A mesma razão levou à suspensão da estabilização na Ocupação Esperança, que passa de R$ 3 milhões e chegou a 23%. Nas vilas Mariquinhas e Boa União, a contenção de encostas, orçada em quase R$ 1,5 milhão, parou em 4,5%, depois de o contratado pedir detalhamento do projeto executivo.

O secretário de Obras e Infraestrutura, Leonardo Gomes, afirmou que o município vai retomar no ano que vem as intervenções recebidas com problemas contratuais. Ele citou ainda a previsão de mais de R$ 1,5 bilhão em macrodrenagem nos próximos cinco ou seis anos.

A prefeitura informou que as obras nas ocupações dependem da conclusão das redes da Copasa. A companhia respondeu que os serviços estão em andamento, que grande parte já foi executada e que segue à disposição para esclarecimentos. Já a Urbel disse que as condições da encosta nas vilas mudaram, o que exigiu a revisão dos projetos, com retomada prevista para 2027.

Também na Região Norte, moradores reclamam da Rua Augusta Sacchetto Scalzo, no Jardim Vitória, interditada desde março por risco geológico. Segundo eles, o desvio aumenta o trajeto em cerca de 2 quilômetros, e o trecho fechado acumula lixo e água. A ordem de serviço para a obra emergencial, de quase R$ 4 milhões, só saiu oito meses depois, com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2027.

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