Violência é a maior queixa em Minas e chega a 66% das menções na Grande BH, aponta TCE-MG
Moradores de 515 cidades participaram do levantamento. Obras paradas, corrupção e pessoas em situação de rua também aparecem no topo das queixas.

Violência urbana, obras públicas paradas, corrupção e falta de atendimento na saúde estão entre os principais problemas apontados por moradores de Minas Gerais em uma consulta do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG). Os resultados foram apresentados na terça-feira (3), em entrevista coletiva na sede do órgão, em Belo Horizonte.
O levantamento integra o projeto Você no Controle, que busca identificar as demandas da população para orientar o planejamento das fiscalizações do Tribunal. Moradores de 515 cidades participaram da consulta, aberta por 153 dias, de 14 de abril a 13 de setembro, que também reuniu 2.095 manifestações abertas.
Entre os problemas específicos do cotidiano, a violência urbana e a criminalidade ficaram em primeiro lugar, com 2.551 votos. Em seguida aparecem obras paralisadas ou atrasadas (2.528), combate à corrupção (2.488) e acolhimento de pessoas em situação de rua (2.472). Já entre as grandes áreas que pedem atenção do poder público, a saúde lidera com 2.345 votos, à frente de obras e infraestrutura (1.417), educação (1.384) e gestão fiscal e governança (1.361).
A Grande BH teve 2.171 registros, o equivalente a 49,61% do total. Na região, a violência e a criminalidade somam 66,32% das menções, o acolhimento de pessoas em situação de rua chega a 66,21% e as obras paradas, a 63,69%.
A dificuldade para agendar consultas, cirurgias e exames está entre os problemas mais citados em sete das 12 mesorregiões e lidera em cinco delas. No Vale do Mucuri, foi mencionada por 68,42% dos participantes. A coleta e a destinação do lixo também chamam atenção: no Noroeste de Minas, o tema alcançou 90% das menções, o maior percentual de toda a pesquisa.
Segundo o diretor de Auditoria e Avaliação de Políticas Públicas do TCE-MG, Thiago Henrique da Silva, saúde e infraestrutura podem ser vistas como gargalos em todas as regiões, mas com intensidade que muda conforme a realidade de cada território.




