Marinho lança candidatura no Senado e avisa ao STF que não será omisso sobre denúncias
Senador do PL conversou com ministros do Supremo, incluindo Edson Fachin, e defende parceria entre os poderes.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), que lança nesta quarta-feira (4) sua candidatura à presidência do Senado, conversou nos últimos dias com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a CNN Brasil, ele afirmou que, se eleito, vai promover uma parceria institucional entre os dois poderes, mas não será omisso diante de denúncias contra integrantes da Corte.
De acordo com a emissora, uma das conversas foi com o presidente do STF, Edson Fachin, e não houve menção específica a nenhum ministro.
Marinho entra na disputa como principal nome da oposição a Davi Alcolumbre (União-AP), que vai tentar a reeleição com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e tem como eixos a defesa de reformas econômicas liberalizantes e de processos de impeachment contra ministros do STF.
Esse último ponto o coloca em posição oposta à de Alcolumbre, que, nos bastidores, tem dito que essa agenda tensionaria o país. Ainda segundo a CNN, para acenar ao partido de Marinho, o atual presidente do Senado defende uma pacificação baseada na anistia aos condenados do 8 de janeiro e na libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O principal trunfo de Marinho é a bancada de 29 senadores que o PL terá na próxima legislatura. Para vencer, são necessários 41 votos.
A oposição também tem, por enquanto, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como candidata. Ela e Marinho se reuniram na semana passada para tentar unificar a candidatura, mas não houve acordo.




