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Política

Sidônio Palmeira pede para deixar a Secom e quer levar campanhas de Lula para o exterior

Segundo coluna do Metrópoles, ministro quer usar a reeleição como vitrine para disputar eleições em outros países, a começar pela Argentina.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 18:22Fonte: Metrópoles
Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, pediu para deixar o governo Lula, segundo informação publicada neste sábado (7) pela coluna de Matheus Leitão, no portal Metrópoles. Aos 68 anos, o publicitário baiano, que fez campanhas do PT por quase duas décadas, quer voltar aos negócios privados.

De acordo com a coluna, a ideia de Sidônio é usar a reeleição do presidente como cartão de visitas para disputar campanhas em outros países. O sócio dele na agência Nordx Estratégia e Criatividade, Rafael Marroquim, já teria sido enviado ao exterior para preparar o terreno. A Argentina é vista pela dupla como porta de entrada para o mercado latino-americano.

Ainda segundo a reportagem, o desejo de sair vinha sendo comentado com amigos desde a vitória de 25 de outubro. No início do ano, Sidônio havia combinado com Lula que deixaria a Secom em junho para cuidar do marketing da campanha, mas permaneceu no cargo a pedido do presidente e indicou o parceiro Raul Rabelo para comandar a comunicação eleitoral.

No primeiro turno, Lula terminou atrás de Flávio Bolsonaro, com 45,16% dos votos contra 47,03%. Pressionado pelo partido, o ministro tirou férias em 12 de outubro para se dedicar à reta final da disputa. No segundo turno, o presidente virou o resultado.

A coluna aponta que há disputa interna pela autoria da virada. Aliados de Sidônio atribuem o resultado ao reposicionamento conduzido por ele, enquanto outros destacam o papel da mobilização digital do deputado federal André Janones (Rede-MG), a quem Lula agradeceu publicamente na noite da vitória.

Até a publicação desta reportagem, o Palácio do Planalto não havia confirmado oficialmente a saída do ministro nem o nome de um possível substituto.

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