Justiça nega adiamento e vereador Wagner Ferreira, de BH, enfrenta ação de cassação nesta terça
Vereador pediu novo dia para o julgamento por causa de viagem de um advogado, mas o relator lembrou que a defesa tem outras representantes no processo.

O vereador de Belo Horizonte Wagner Ferreira (Rede) teve negado o pedido para adiar o julgamento em primeira instância da ação que pede a cassação do mandato dele. A sessão continua marcada para esta terça-feira (3).
O parlamentar argumentou que a data deveria mudar porque o advogado Raimundo Cândido Neto, integrante da defesa, estaria viajando. O relator do processo, desembargador Lincoln Rodrigues de Faria, não aceitou o argumento em decisão assinada na quinta-feira (30).
Segundo o magistrado, a procuração juntada ao processo dá poderes também às advogadas Amanda Mattos Carvalho Almeida, Iara Priscilla Boaventura Alves, Gabriela Camargo Silva e Stephanie Oliveira Bastos, que podem atuar em conjunto ou separadamente. Por isso, a ausência de um dos defensores não impediria a realização da audiência.
Ferreira é alvo de uma acusação de infidelidade partidária apresentada pela federação formada por PT, PCdoB e PV. Ele foi eleito pelo PV em 2024 e migrou para a Rede em março deste ano, durante a janela de troca de partidos aberta para deputados federais e estaduais.
Embora vereadores não estejam entre os beneficiados por essa janela, o parlamentar afirma ter recebido uma carta de anuência do PV autorizando a mudança.
Caso o mandato seja cassado, a vaga ficará com Célio Frois (PV), segundo suplente da federação. A primeira suplente, Luana de Souza (PT), que é subsecretária de Assistência Social e Direitos Humanos da Prefeitura de Belo Horizonte, assume uma cadeira na Câmara Municipal em fevereiro do próximo ano, em razão da eleição de Pedro Rousseff (PT) para deputado federal.




