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Política

Alcolumbre busca acordo para tirar Bolsonaro da prisão e ganhar apoio da direita à reeleição no Senado

Presidente do Senado avalia indulto ou anistia, mas enfrenta resistência do PL, que deve lançar Rogério Marinho na disputa de fevereiro.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 06:16Fonte: Poder360
Foto: Reprodução/Poder360

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tenta costurar um acordo político para permitir a saída do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da prisão e, com isso, conquistar o apoio da direita à sua reeleição no comando da Casa, em fevereiro de 2027.

Segundo a reportagem, nenhuma proposta está fechada. Uma das hipóteses seria sugerir ao presidente Lula (PT) um indulto humanitário a Bolsonaro, ideia que Alcolumbre ainda não levou ao Planalto e que é considerada distante. O caminho visto como mais viável seria a aprovação de uma anistia no Congresso, que ainda poderia ser barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a iniciativa, Alcolumbre busca dois objetivos: atrair votos do PL na disputa pela presidência do Senado e reduzir a pressão por pedidos de impeachment contra ministros do STF. A ideia seria tirar Bolsonaro da prisão sem devolver seus direitos políticos.

A proposta enfrenta resistência entre parlamentares de direita, que lembram que o projeto da Dosimetria, aprovado pelo Congresso, acabou barrado pelo STF. Congressistas do PL afirmam que as pontes com Alcolumbre foram rompidas e tratam o impeachment do ministro Alexandre de Moraes como pauta central.

O PL decidiu lançar candidato próprio à presidência do Senado. O senador Rogério Marinho (PL-RN) deve ser oficializado em reunião da bancada em 4 de novembro. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também se movimenta, e os dois avaliam unir a oposição em torno de um único nome.

O PL terá 29 senadores a partir de 2027, número que pode crescer com a posse de suplentes e negociações com outros parlamentares, mas que ainda não basta para eleger sozinho o presidente da Casa.

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