Prêmio Chapada de Minas bate recorde, com leilão de cafés, e leva compradores de quatro estados a Capelinha
Primeira edição sob o selo de Indicação Geográfica teve cerca de 100 amostras; maior nota foi 88,18 pontos, da Fazenda Primavera.

Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, recebeu nesta quinta-feira (5) a entrega da 5ª edição do Prêmio Chapada de Minas, a primeira depois que a região conquistou o selo de Indicação Geográfica. O concurso bateu recorde de inscrições, com cerca de 100 amostras.
Os cafés foram avaliados pela metodologia sensorial da Specialty Coffee Association, em que notas a partir de 80 pontos já classificam o grão como especial.
A maior nota do evento foi da Fazenda Primavera, com 88,18 pontos, campeã em cereja descascado. Na categoria para propriedades de até 20 hectares, venceu Anderson de Andrade Pires, com 87,42 pontos. Em via natural, o primeiro lugar ficou com Claudio Fujio Nakamura, com 86,93.
O negócio é o que mais interessa ao pequeno produtor: compradores de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal visitaram fazendas e disputaram lotes em leilão depois da premiação. O evento foi promovido pelo Sebrae Minas e pelo Instituto do Café da Chapada de Minas.
Em entrevista à Itatiaia, o gerente regional do Sebrae Minas, Rogério Nunes Fernandes, disse que as amostras vieram de grandes, médios e sobretudo pequenos produtores, maioria na região. Para o presidente do instituto, Francy Alves Santos, o selo ajuda a colocar o Jequitinhonha entre os grandes centros de cafés de excelência.
A Chapada de Minas reúne 22 municípios, produz cerca de 900 mil sacas por ano e tem aproximadamente 5,8 mil cafeicultores.




