Portal ONE News
AGORA
PublicidadePortal ONE NewsSua marca no portal de notícias da Grande BHBanners, patrocínio de colunas e portais e matérias patrocinadasAnuncie aqui
Belo Horizonte

BH retoma 3 mil jazigos após recadastramento; 40% das famílias têm dívida ou pendência

Taxa anual vai de R$ 87 a R$ 210; recadastramento devolveu cerca de 3 mil jazigos perpétuos à venda nos cemitérios municipais.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 07:14Fonte: g1 Minas
Foto: Foto: TV Globo/Reprodução g1

A Prefeitura de Belo Horizonte voltou a oferecer cerca de 3 mil jazigos perpétuos nos cemitérios municipais depois de encerrar, em julho, um recadastramento que vinha sendo feito ao longo dos últimos dez anos. Os espaços foram retomados em situações de cancelamento, desistência ou abandono, de acordo com a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, responsável pelos cemitérios da capital.

A cidade tem quatro cemitérios municipais, com pouco mais de 103 mil unidades de sepultamento, entre sepulturas individuais, jazigos comunitários e perpétuos. Estes últimos, cerca de 60 mil, são de uso permanente por uma mesma família, que precisa pagar uma taxa anual de manutenção de R$ 87 a R$ 210 para manter o direito.

Segundo a fundação, 40% das famílias estão inadimplentes ou têm alguma pendência de documentação. Quando o problema não é resolvido por um longo período, o direito ao jazigo pode ser perdido. O assunto ganha atenção nesta segunda-feira (2), Dia de Finados, quando os cemitérios recebem o maior movimento do ano.

O presidente da fundação, Gelson Leite, afirmou que o balanço permitiu retomar jazigos abandonados ou sem interesse dos concessionários, o que reabriu a possibilidade de compra de jazigos perpétuos para uso futuro.

Mesmo quem está com as taxas em dia pode enfrentar dificuldades. No Cemitério da Paz, no bairro Caiçara, a família de William Martins de Oliveira fez duas exumações em setembro para liberar espaço e descobriu que a estrutura de concreto estava trincada. Ele pagou R$ 1,4 mil pelo serviço e, depois do pagamento, foi informado de que a reconstrução poderia levar de 60 a 90 dias, por ser feita por uma empresa terceirizada. Com isso, a família não conseguiu preparar o túmulo para o Dia de Finados, o que abalou a mãe dele, Cecília de Oliveira Martins, que faz a homenagem todos os anos.

Gelson Leite confirmou que a obra fica a cargo de uma terceirizada e que o prazo depende da programação de cada cemitério. Ele disse que a empresa será acionada e até notificada se não cumprir o combinado. A fundação informou que o atraso nesse caso ocorreu por causa da operação especial de Finados e que o serviço será executado nesta quarta-feira (4).

Leia também

Fale com a gente