Exposição gratuita no TJMG mostra como pessoas escravizadas usaram a Justiça para conquistar a liberdade
Mostra "Trilhas da Liberdade" reúne ações de liberdade, cartas de alforria e processos e fica aberta até 6 de novembro, em BH.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) está com uma exposição gratuita em Belo Horizonte que mostra como pessoas escravizadas recorreram à Justiça para lutar pela liberdade. A mostra “Trilhas da Liberdade: Tecnologias Negras de Emancipação no Judiciário” foi aberta na segunda-feira (26) e pode ser visitada até 6 de novembro, na sede do tribunal.
Entre os documentos expostos estão ações de liberdade, cartas de alforria e processos cíveis que revelam como homens e mulheres negros usaram instrumentos jurídicos para reivindicar direitos durante o período da escravidão.
O material pertence ao Arquivo Permanente do TJMG e foi organizado no Guia de Fontes Documentais do Arquivo Permanente do TJMG: História Negra, que reúne registros sobre escravidão, liberdades, resistências e violências.
A exposição propõe questionar a ideia de que a liberdade das pessoas escravizadas no Brasil foi apenas resultado de concessões dos senhores ou do Estado. Os documentos mostram que a população negra também usou a legislação da época e redes de apoio para contestar a própria condição e buscar a liberdade nos tribunais.
A iniciativa faz parte da programação que antecede o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, e tem como objetivo ampliar o acesso à memória da população negra, além de contribuir para o debate sobre racismo institucional e desigualdades raciais.
A entrada é gratuita e não é preciso agendar a visita individual. Escolas, pesquisadores e o público em geral podem visitar a mostra até o dia 6, uma oportunidade de conhecer de perto documentos históricos que raramente saem dos arquivos.




