Governo do DF pede ao STF que R$ 2,2 bilhões bloqueados do pai de Vorcaro indenizem o BRB
Procuradoria do Distrito Federal quer que valores de Henrique Vorcaro cubram prejuízo do banco público com as fraudes atribuídas ao Master.

A Procuradoria-Geral do Distrito Federal pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que determine o pagamento de uma indenização de R$ 2,2 bilhões ao Banco de Brasília (BRB) por fraudes atribuídas ao Banco Master. O pedido foi apresentado na quinta-feira (5).
O valor corresponde ao patrimônio bloqueado de Henrique Vorcaro, pai do dono do Master, Daniel Vorcaro. Na petição, o governo do DF afirma ser vítima das condutas investigadas, ao lado do próprio BRB, do qual é o acionista controlador.
Segundo o documento, o Distrito Federal sofre no patrimônio público os efeitos do prejuízo causado ao banco: a desvalorização de sua participação acionária, a queda nos resultados e dividendos e o risco de ter de usar recursos do Tesouro distrital para recompor a saúde financeira da instituição.
De acordo com as investigações, o grupo ligado ao Master repassou ao BRB R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito com ativos inexistentes. Os investigadores apontam ainda que o banqueiro teria ganhado influência sobre o banco público ao corromper executivos, entre eles o então presidente da instituição, Paulo Henrique Costa. Imóveis avaliados em R$ 146 milhões teriam Costa como beneficiário final.
O BRB chegou a anunciar a compra do Master, mas a operação foi anulada pelo Banco Central. O caso segue sob investigação, e os citados negam irregularidades ou ainda não se manifestaram sobre o novo pedido.
Caberá ao STF analisar se os valores bloqueados poderão ser destinados à reparação do banco público.




