Lula terá até 53 indicações que dependem do Senado, que fica mais à direita a partir de 2027
Lista inclui vaga no STF, quatro no STJ, três no TST e 45 cargos em agências e órgãos reguladores; PL terá a maior bancada.

Reeleito para o quarto mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá fazer até 53 indicações para cargos estratégicos que precisam ser aprovadas pelo Senado, entre vagas já abertas e outras que vão surgir até o fim de 2027. O levantamento é do Estadão.
Das 53 vagas, 45 estão em agências e órgãos reguladores, como diretorias do Banco Central, do Cade e da CVM. As outras oito são no Judiciário: uma no Supremo Tribunal Federal (STF), quatro no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e três no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
O caminho deve ser mais difícil. A partir de fevereiro de 2027, o PL terá a maior bancada do Senado, com 29 dos 81 senadores. Os partidos de direita somarão 48 cadeiras, contra 16 da esquerda, dez delas do PT. Cada indicado passa por sabatina e votação em comissão e precisa de pelo menos 41 votos no plenário.
O levantamento, feito com 210 indicações, mostra que as escolhas de Lula já andavam mais devagar no Senado. No governo Bolsonaro, metade dos nomes foi aprovada em até 12 dias; no terceiro mandato de Lula, o prazo chegou a 33 dias. Nas agências reguladoras a diferença foi maior: quatro dias com Bolsonaro e 121 dias com Lula.
Um exemplo de demora foi o pacote de indicações enviado em dezembro de 2024, parte dele aprovada só em agosto de 2025, depois de um esforço concentrado de sabatinas.




