Reabertura do antigo Othon Palace, fechado desde 2018 no Centro de BH, pode não sair do papel
Segundo fontes do mercado ouvidas pelo Diário do Comércio, responsáveis teriam desistido e prédio estaria à venda por cerca de R$ 85 milhões.

O projeto Afonso Pena 1050, que previa a retomada do antigo Othon Palace, no Centro de Belo Horizonte, pode não sair do papel. Segundo o Diário do Comércio, fontes ligadas ao mercado afirmam, sob anonimato, que os responsáveis teriam desistido do empreendimento por causa do investimento elevado e da baixa expectativa de retorno na região.
Ainda de acordo com essas fontes, o imóvel teria sido colocado à venda por cerca de R$ 85 milhões, e representantes do grupo português Vila Galé e da Concreto Engenharia teriam visitado o prédio. Colocar o hotel em funcionamento poderia custar até R$ 200 milhões, somando compra, reforma e equipamentos. São cerca de 35 mil metros quadrados de área construída, com obras estimadas entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões e prazo mínimo de dois anos.
A requalificação era uma das intervenções mais aguardadas para o hipercentro. Quando foi anunciada, a previsão era de início das obras em março deste ano, reabertura gradual a partir de 2027 e funcionamento completo em 2028, quando o edifício faria 50 anos. O prédio está fechado desde 2018.
O consultor em hotelaria Maarten Van Sluys diz não ter informações novas sobre o projeto. Segundo ele, relatos indicam que o interior segue praticamente sem mudanças e que representantes de ao menos três redes hoteleiras, além de fundos de investimento, demonstraram interesse. Ele pondera que as visitas não significam avanço nas negociações, mas lamenta ver o edifício cercado por tapumes há oito anos e avalia que a retomada ajudaria na recuperação da região.
Os escritórios responsáveis pelo projeto de arquitetura e o grupo Vila Galé não responderam ao jornal até a publicação da reportagem.




