Portal ONE News
AGORA
PublicidadePortal ONE NewsSua marca no portal de notícias da Grande BHBanners, patrocínio de colunas e portais e matérias patrocinadasAnuncie aqui
Minas Gerais

Minas eleva ajuda de alimentação de servidores civis a até R$ 100 por dia; PMs ficam de fora

Mudança vale a partir da folha de novembro para 39.867 servidores civis. Associação de praças cobra extensão às forças de segurança.

Por Redação Portal ONE NewsOntem, 08:23Fonte: Revista Sociedade Militar
Foto: Túllio F/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Os 39.867 servidores civis do Poder Executivo de Minas Gerais que já recebem ajuda de custo de alimentação poderão chegar a R$ 100 por dia trabalhado a partir da folha de novembro, que será paga em dezembro. A mudança consta na Resolução nº 01/2026 do Comitê de Orçamento e Finanças (Cofin), publicada no Diário Oficial do Estado em 28 de outubro, e não alcança policiais e bombeiros militares.

Segundo a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), a parcela fixa continua em R$ 50, e a parcela variável, ligada ao cumprimento de metas e indicadores de cada órgão, sobe para até R$ 50. Quem já recebia parcela variável acima desse valor mantém o que tinha. A partir de 1º de janeiro de 2027, as duas parcelas passam a ser corrigidas todos os anos pela Unidade Fiscal do Estado (Ufemg).

A Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra-PMBM) reagiu no mesmo dia da publicação. Em nota, a entidade pediu que o governador Mateus Simões leve ao Cofin a extensão da correção a todas as categorias da segurança pública, e citou também policiais civis, policiais penais e profissionais do sistema socioeducativo.

A separação, porém, já estava prevista. O Decreto nº 48.113, de 2020, que regulamenta o benefício dos servidores civis, exclui policiais civis, policiais militares e bombeiros militares. Por isso, os militares nunca fizeram parte do grupo beneficiado, e um eventual reajuste para a tropa depende de outro ato do Cofin.

Policiais e bombeiros militares têm uma ajuda de custo própria, criada em 2025, anunciada em R$ 50 fixos e até R$ 25 por metas.

A cobrança acontece enquanto o governo tenta aprovar na Assembleia Legislativa a proposta de revisão salarial anual de policiais e bombeiros militares, que ainda depende de votação.

Leia também

Fale com a gente