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Belo Horizonte

PBH diz estar com as contas “esganadas” e quer dividir o custo do ônibus com toda a Grande BH

Secretário de Governo defende tarifa única e rateio do subsídio entre União, estado e municípios; repasse às empresas é de R$ 756,9 milhões em 2026.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 07:17Fonte: O Tempo
Foto: Foto: Reprodução/O Tempo

A Prefeitura de Belo Horizonte quer integrar o transporte coletivo da capital ao sistema metropolitano para dividir os custos do serviço. A defesa foi feita pelo secretário de Governo, Guilherme Daltro, que descreveu o orçamento municipal como “esganado” por causa dos gastos com o transporte público e afirmou que a cidade não tem condições de continuar arcando sozinha com os subsídios.

A declaração foi dada em entrevista ao programa Café com Política, de O Tempo. Pelo modelo citado pelo secretário, haveria uma tarifa única, e o subsídio pago às empresas seria dividido entre União, estado e prefeituras, com participação maior dos municípios que têm mais demanda. Os sistemas de Barcelona, na Espanha, e de Goiânia, em Goiás, foram mencionados como referências.

Os números explicam a pressão. O repasse às empresas de ônibus da capital é de R$ 756,9 milhões em 2026, e a prefeitura o aponta como o principal responsável pela previsão de déficit de R$ 787 milhões nas contas deste ano. Segundo a administração municipal, o dinheiro evita que a passagem fique ainda mais cara. Hoje, a tarifa do sistema convencional custa R$ 6,25.

Daltro contou que o tema já vinha sendo tratado com o governador Mateus Simões (PSD) e que a expectativa é seguir com o sucessor, Cleitinho Azevedo. Ele acrescentou que Simões chegou a cogitar um formato parecido com o de Londres, em que o passageiro paga de acordo com a distância percorrida.

Enquanto discute um novo financiamento, a prefeitura faz um “pente fino” nas planilhas apresentadas pelas empresas, base para o cálculo do subsídio. “Eu quero saber tudo que eu estou pagando”, afirmou o secretário. O prefeito Álvaro Damião também já levou o problema a Brasília. A proposta ainda depende de negociação com o governo federal, o estado e os demais municípios da região.

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