53,5% dos consumidores de BH dizem que não vão receber 13º em 2026; dívidas lideram os planos
Pesquisa do Ipead mostra inversão em relação a 2025, quando quase 59% diziam que receberiam o salário adicional.

A maioria dos consumidores de Belo Horizonte afirma que não vai receber o 13º salário em 2026. De acordo com pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), 53,5% dos entrevistados dizem que não terão acesso ao benefício. No ano passado o quadro era o oposto, com quase 59% afirmando que receberiam o pagamento.
O gerente de pesquisa do Ipead, Eduardo Antunes, explica que a variação é uma característica histórica da série, já observada em 2018, 2021 e 2024. Segundo ele, a oscilação reflete a dinâmica do mercado de trabalho e o peso do setor informal e dos autônomos, que não têm a gratificação garantida por lei.
Entre quem vai receber, o principal destino do dinheiro é colocar as contas em dia: 26,74% pretendem pagar contas atrasadas ou quitar dívidas, como cartão de crédito, cheque especial e financiamentos. Em seguida aparecem poupar para outros fins (17,14%), dar entrada ou antecipar parcelas de financiamentos (8,57%) e guardar para os impostos do próximo ano, como IPVA e IPTU (8,57%).
O levantamento também aponta os que pretendem viajar (7,62%), poupar para os gastos escolares de 2027 (6,67%), comprar presentes de Natal (6,67%), fazer compras para as festas de fim de ano (5,71%) e realizar investimentos financeiros (5,71%). Outros 4,76% não sabem o que farão com o valor, e 3,81% já anteciparam e usaram o benefício ao longo do ano.
Um dos destaques apontados pelos pesquisadores é o aumento da fatia de consumidores que querem poupar para outros fins ou investir, que passou de 14,81% para 22,85%. O movimento pode indicar maior intenção de formar uma reserva financeira.
Para o comércio da capital, os números ajudam a dimensionar a disposição de compra na reta final do ano, já que presentes e compras para as festas somam uma parcela menor das intenções de uso do benefício do que as dívidas.




