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Belo Horizonte

Doze dias depois, ninguém foi preso por vandalismo no Clube da Esquina, e Polícia Civil aguarda laudos

Memorial em Santa Tereza amanheceu manchado de tinta vermelha em 23 de outubro; delegacia segue em busca de pistas.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 14:14Fonte: Metrópoles
Foto: Foto: Raphael Veleda/Metrópoles

Passados 12 dias, o ataque ao memorial do Clube da Esquina, no bairro Santa Tereza, Região Leste de Belo Horizonte, continua sem solução. O espaço, no encontro das ruas Divinópolis e Paraisópolis, amanheceu com manchas de tinta vermelha em 23 de outubro, e até agora ninguém foi detido.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (4), a Polícia Civil informou que espera os laudos da perícia. Segundo a corporação, a Delegacia de Eventos e Proteção ao Turista também faz levantamentos em campo, e novas informações só serão passadas conforme a investigação avançar.

A Prefeitura de BH disse que, como o local é privado, a limpeza ficou a cargo dos responsáveis pelo memorial.

No dia do ataque, o prefeito Álvaro Damião foi à esquina e prometeu encontrar quem jogou a tinta, chamando o memorial de patrimônio da cultura da capital, de Minas e do país. Ele citou como exemplo um caso recente no bairro Horto, também na Região Leste, em que o autor de uma pichação em um pontilhão restaurado foi identificado e multado em R$ 2 mil.

Yé Borges, irmão do músico Lô Borges, também esteve no local. Ele relatou à imprensa que, de acordo com uma moradora, a pessoa que jogou a tinta teria gritado “Fora Lula”. A informação é um relato de testemunha, e a polícia não divulgou autoria nem motivação.

A esquina é um dos endereços mais simbólicos da música mineira. O Clube da Esquina surgiu em Belo Horizonte entre as décadas de 1960 e 1970 e reuniu nomes como Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes e Márcio Borges.

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