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Saúde

Golpistas cobram famílias de internados no Hospital das Clínicas; foram 8 casos em um único dia

HC-UFMG alerta que atende 100% pelo SUS e não cobra por remédios, exames ou procedimentos; família que receber pedido de dinheiro deve avisar o hospital.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 09:24Fonte: Rádio Itatiaia
Foto: Foto: Divulgação/Ebserh

O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG) fez um alerta sobre a repetição de golpes contra familiares de pacientes internados. Segundo a instituição, criminosos têm feito cobranças falsas por medicamentos, exames e procedimentos médicos, e oito casos foram registrados em apenas um dia.

De acordo com o superintendente do hospital, Alexandre Ferreira, os golpistas conseguem informações sobre pessoas internadas, principalmente as que estão em estado grave, em unidades de terapia intensiva ou de internação. Com esses dados em mãos, procuram os parentes e descrevem situações que parecem reais para convencê-los a transferir dinheiro.

A justificativa mais comum é a suposta necessidade de comprar remédios ou fazer exames que não estariam disponíveis pelo Sistema Único de Saúde. O superintendente lembra que a abordagem se aproveita da fragilidade emocional de quem acompanha um paciente em estado crítico, mas ressalta que tudo o que é necessário ao tratamento é oferecido pela rede pública, sem nenhuma cobrança adicional.

Ferreira reforça que a unidade é totalmente vinculada ao SUS e que não pede pagamento a pacientes ou familiares em nenhuma situação. Ele afirma que tratamento, medicamentos e exames são garantidos pelo sistema público.

A orientação do HC-UFMG é não fazer transferências bancárias nem entregar dinheiro diante de pedidos desse tipo. Quem receber ligação ou mensagem com cobrança deve procurar o hospital imediatamente e comunicar o caso à ouvidoria da instituição.

Segundo o superintendente, o hospital tem protocolos para avisar outras famílias e as equipes de atendimento sempre que identifica uma tentativa de fraude. As ocorrências também são encaminhadas à Polícia Federal ou à Polícia Civil, que ficam responsáveis pela investigação.

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